Co-vinificação de Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc do Alto do Gavião — as castas fermentam juntas, como nos grandes cortes de Bordeaux. De videiras plantadas em 2020, a 750 metros de altitude, com noites de 8°C no inverno mineiro. 12 meses em barrica de carvalho francês. Uma homenagem a Bordeaux com terroir próprio e identidade mineira.
Bordeaux construiu sua fama sobre dois pilares: o Cabernet Sauvignon, que dá estrutura, cor e longevidade, e o Cabernet Franc, que traz perfume, frescor e aquela textura sedosa que transforma taninos firmes em algo prazeroso. Mas há um detalhe nos grandes châteaux que frequentemente passa despercebido: as castas não são vinificadas separadas e misturadas depois. Em muitas propriedades, elas fermentam juntas — criando um vinho que é, desde o início, maior do que a soma das partes.
É essa a escolha do Corte do Vinhateiro. Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc do Alto do Gavião entram juntos no tanque, fermentam juntos, constroem sua estrutura juntos. A co-vinificação não é um detalhe técnico — é o coração do vinho. Os taninos das duas castas se entrelaçam durante a fermentação, os aromas se fundem antes que qualquer adega possa interferir, e o que sai do tanque já é, desde o primeiro dia, o Corte do Vinhateiro.
As videiras foram plantadas em 2020, nas encostas do Alto do Gavião a 750 metros de altitude. Jovens ainda — com 3 anos na primeira safra, 4 na segunda, 5 na terceira — mas já demonstrando o que o terroir de Vieiras pode fazer: raízes em formação que concentram energia em poucos cachos, produzindo uvas de alta concentração natural, com a mineralidade inicial de um solo argilo-arenoso que ainda está sendo descoberto safra a safra.
As noites de 8°C em julho e agosto, a 750 metros de altitude, fazem o trabalho que nenhum enólogo consegue replicar em laboratório: preservam a acidez, concentram os polifenóis e mantêm o perfume do Cabernet Franc intacto até a colheita. Os 12 meses em barrica de carvalho francês integram e aprofundam — chocolate amargo, cedro, especiarias — sem cobrir o que o terroir colocou.
À medida que as raízes aprofundam e as videiras amadurecem, o Corte do Vinhateiro vai mudar. As próximas safras vão revelar camadas que as raízes jovens ainda não acessaram. Quem compra agora está comprando a história desde o começo.
Ficha técnica: