Malbec do inverno mineiro — mais elegante do que os argentinos, mais perfumado do que se espera. A 750 metros de altitude no Alto do Gavião, com noites de 8°C na maturação, a casta revela ameixa, violeta e chocolate num tinto de taninos polidos e frescor genuíno.
O Malbec ficou famoso na Argentina — e a Mendoza fez um trabalho extraordinário para mostrar o potencial da casta em altitude. Mas a verdade é que o Malbec é originalmente francês, do Cahors, onde produz vinhos mais sombrios, mais austeros, com menos fruta e mais estrutura do que os mendocinos ensolarados.
O Malbec do Alto do Gavião fica entre os dois mundos — e se aproxima do Cahors mais do que de Buenos Aires. A 750 metros, com noites de 8°C em julho, a casta não exagera na fruta. O que aparece na taça é ameixa preta, mirtilo e violeta num nariz preciso; no meio de boca, um toque de chocolate amargo e especiarias; no final, taninos presentes mas polidos, que não pedem carnes pesadas para funcionar.
Sem barrica, o vinho chega com a fruta intacta. O que você vai encontrar na taça é o Malbec do Alto do Gavião sem intermediários.
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